Bancos admitem prolongamento das moratórias

A banca admite uma eventual extensão das moratórias no crédito, mas só para os setores mais penalizados pela pandemia, nomeadamente o turismo e a restauração.

A notícia é avançada pelo Jornal de Negócios que cita a Associação Portuguesa de Bancos. «A eventual consagração de uma tal solução deverá, em qualquer caso, ser dirigida apenas aos devedores cuja atividade continue fortemente condicionada pela crise sanitária e pelas medidas adotadas para a mitigação dos seus impactos», diz a Associação. No entanto, a acontecer o prolongamento, a Associação diz que é preciso garantir que a banca não saia penalizada.

O Ministro da Economia também admite que este é um assunto em discussão.

Recorde-se que as moratórias foram concebidas para aliviar a pressão financeira sobre agentes económicos em dificuldades devido à pandemia.

Famalicão: Fim de semana com várias propostas do “Produto que é Nosso”

Até domingo, a Praça D. Maria II recebe o mercado “Produto que é Nosso” que reúne um conjunto de propostas que pode apreciar e degustar. Tratam-se de produtos de produtores locais, protagonistas com o Selo Famalicão Made IN, sendo uma oportunidade para conhecer o que de melhor se produz no concelho.

O mercado está aberto até às 21 horas desta sexta-feira; no sábado pode ser visitado entre as 10 e as 21 horas e no domingo até às 19 horas.

Vinhos, queijos, licores, compotas, doces e fumeiro são propostas que pode encontrar neste mercado “Produto que é Nosso”.

Famalicão: Mostra de Negócios celebra a iniciativa e o empreendedorismo local

A Casa do Empresário da ACIF recebeu, na tarde desta quinta-feira, uma Mostra de Negócios resultante do programa de capacitação “Descobre o teu Potencial Empreendedor”, promovido pelo CLDS 5G Ser Feliz em Famalicão. No evento, que funcionou como o momento de partilha e rede de contactos, os futuros empresários demonstraram como pretendem transformar ideias em modelos de negócios reais e sustentáveis.

Foram apresentados projetos inovadores e percursos de novos talentos locais que se preparam para dinamizar o mercado atual.

Ao longo das últimas semanas, os participantes do programa integraram um plano de formação intensivo focado no desenvolvimento de competências, tais como literacia financeira, marketing e desenvolvimento pessoal. «Acreditamos que o espírito empreendedor de Famalicão ganha uma nova força com estes projetos. O caminho que estes participantes percorreram é um exemplo claro de dedicação e resiliência», destaca a equipa de coordenação do CLDS 5G Famalicão.

Como prova da união de esforços entre as forças vivas do concelho para fixar e apoiar o talento local, o evento contou com a presença de Augusto Lima, vereador da Economia, Empreendedorismo e Inovação da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. O autarca acompanhou de perto as propostas dos participantes e sublinhou o compromisso do município com o desenvolvimento económico e a inovação social.

Os presidentes das juntas de freguesia de proveniência dos novos empreendedores também compareceram na sessão, fazendo prova, segunda a organização, «da proximidade e da importância que o poder local atribui à criação de valor e de novas oportunidades nos territórios do concelho».

Ainda segundo nota enviada à redação, a organização confere que com este evento o CLDS 5G Ser Feliz em Famalicão «reforça o seu papel ativo na inclusão, na capacitação e no estímulo à economia local, capacitando os famalicenses para os desafios de um mercado em constante evolução».

O Projeto CLDS 5G “SER… Feliz em Famalicão” coloca as pessoas no centro da transformação social. Com início em 2025 e fim em 2028, esta intervenção tem como eixo prioritário o emprego, formação e qualificação. A Câmara Municipal de Famalicão é a entidade promotora e sob a coordenação da ENGENHO– Associação de Desenvolvimento Local do Vale do Este, em articulação com as Comissões Sociais Inter freguesias de Vila Nova de Famalicão, é proposto um conjunto de ações integradas, desenhadas à medida do território e das potencialidades dos seus recursos locais.

Famalicão: Riopele estabelece parceria com designer que trabalhou para a Ralph Lauren e Calvin Klein

Quase a celebrar um século, a Riopele prepara-se para reforçar a sua presença a nível internacional. A empresa pousadense, que exporta 98% da sua produção, estabeleceu uma colaboração criativa com o designer norte-americano John Varvatos para o desenvolvimento de uma nova coleção de tecidos de menswear, inspirada na herança têxtil, no craftsmanship e na estética vintage.

A coleção será apresentada em julho, durante a Milano Unica.

Segundo declarações da Riopele, ao Executive, esta parceria reforça o posicionamento internacional da empresa, sobretudo no mercado norte-americano, ao mesmo tempo que projeta o “Made in Portugal” junto da indústria global da moda.

Por sua vez, o designer destaca a relação de longa data com a empresa portuguesa. «Conheço a Riopele há quase 30 anos e sempre a vi como uma empresa extraordinariamente inovadora — no design, nos tecidos e na forma como combina tradição com uma visão contemporânea da indústria. Poucas empresas conseguem unir heritage, performance, sustentabilidade e criatividade como a Riopele faz», sublinha John Varvatos, designer que antes de lançar a sua marca homónima, em 2000, passou por casas de moda como Ralph Lauren e Calvin Klein.

Famalicão: CeNTI celebra 20 anos ao serviço da indústria

O CeNTI – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes celebra, esta terça-feira, 20 anos. Duas décadas, em que se tornou uma referência europeia em nanotecnologia, materiais avançados e sistemas inteligentes.

Recorde-se que foi o primeiro centro de investigação em Portugal dedicado à nanotecnologia e pioneiro na Europa na transferência de resultados científicos para aplicação industrial. Distinguindo-se na Europa como um dos primeiros centros a orientar de forma sistemática os resultados da investigação para setores como o têxtil, calçado, cortiça, plásticos, construção, aeronáutica e automóvel, contribuindo para a inovação e modernização destes setores.

Atualmente, integra iniciativas nacionais e europeias ligadas à sustentabilidade e bioeconomia, digitalização de materiais e processos, armazenamento e geração de energia, construção e espaços inteligentes, saúde e bem-estar, embalagens e mobilidade, com particular enfoque no setor automóvel.

A área da sustentabilidade e da bioeconomia tem vindo a ganhar destaque e um exemplo é o papel do CeNTI na cadeia de valor das bateriais que motivou investimentos significativos em infraestruturas tecnológicas.

Conta atualmente com mais de 200 trabalhadores, 19 laboratórios e participação em mais de 950 projetos de investigação e inovação aplicada. É, também, uma das entidades portuguesas com maior atividade de registo de patentes, ultrapassando as 100, mais de 75 já concedidas. A este número juntam-se ainda diversas patentes registadas por clientes do CeNTI, diretamente sustentadas em desenvolvimentos tecnológicos transferidos pelo Centro.

«Celebrar 20 anos é, de facto, um marco muito especial, desde logo porque representa a concretização de uma visão ousada. São duas décadas de trabalho e crescimento, sustentado pela ambição, construção de conhecimento e afirmação tecnológica, em estreita colaboração com clientes, parceiros e toda a equipa que contribuiu para este percurso. Hoje, o CeNTI afirma-se como uma referência em áreas como os materiais avançados, a nanotecnologia, os sistemas inteligentes e a engenharia de produto, com impacto em diversos setores industriais», revela António Braz Costa, Presidente do CeNTI.

Famalicão: PCP questiona governo sobre lay-off na Coindu

A pretexto da implementação do Lay-off na empresa Coindu, o Partido Comunista Português questionou a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre o que se passa nesta empresa famalicense. Quer saber se o Governo tem conhecimento e acompanha o processo; se a empresa tem continuado a receber apoios públicos e quais os valores a que ascendem os mesmos; se tem conhecimento dos lucros obtidos pela unidade da empresa em Joane e dos resultados líquidos positivos; que medidas tomou o governo para garantir a defesa dos postos de trabalho e dos direitos dos trabalhadores, considerando a atribuição de apoios públicos a esta empresa; e que medidas tomará para defender «os interesses e os direitos dos trabalhadores implicados».

O PCP lamenta que sejam os trabalhadores a «parte fragilizada» de uma política que, diz o partido, «entre os lucros ou os postos de trabalho, opta pela primeira».

Lembra o PCP que a Coindu pretende colocar quase 500 trabalhadores em lay-off. A mesma empresa, recorda o partido, que em 2025 realizou dois despedimentos coletivos na unidade de Joane. A situação agrava-se, diz, porque «apesar dos despedimentos levados a cabo, a empresa terá continuado a receber apoios públicos até dezembro de 2025, designadamente fundos do PRR para um projeto de produção de «componentes e acessórios para veículos a motor, no valor total de 3 910 000 de euros».

Famalicão: Paulo Cunha defende o reforço da fiscalização aduaneira e a aposta na circularidade

«A sustentabilidade e a competitividade têm de caminhar lado a lado. Não podemos exigir mais às empresas europeias e permitir que produtos que não cumprem as mesmas regras entrem livremente no mercado europeu», afirmou o eurodeputado Paulo Cunha, que participou numa conferência dedicada aos desafios da competitividade e sustentabilidade no setor têxtil europeu, que decorreu no Parlamento Europeu.

A conferência reuniu representantes das instituições europeias, autoridades de fiscalização e líderes da indústria para debater o impacto do crescimento das plataformas de e-commerce, a necessidade de reforçar os mecanismos de controlo no mercado europeu e os desafios associados à transição para uma economia mais circular e sustentável.

Paulo Cunha defendeu uma resposta europeia mais eficaz, assente no reforço da fiscalização aduaneira, na proteção dos consumidores e na promoção da competitividade da indústria europeia.

A circularidade foi outro dos temas centrais da intervenção do eurodeputado, que defendeu políticas capazes de incentivar a reutilização, a durabilidade e a reciclagem de materiais, bem como melhores condições para o desenvolvimento de modelos de negócio mais sustentáveis.

«A circularidade não pode ser apenas um objetivo ambiental. Tem de ser também uma estratégia industrial e de competitividade para a Europa», considerou.

Paulo Cunha referiu-se também ao contexto nacional, onde destacou a capacidade de adaptação, inovação e sustentabilidade da indústria têxtil portuguesa.