A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) defende a fusão das CIMs Alto Minho, Cávado e Ave, considerando que a região do Minho deve ser um todo, no qual as cidades âncora sejam alavancas de desenvolvimento das cidades menos desenvolvidas. A associação assinala as mais-valias do território (mar, natureza, montanha, urbanidade), a par de atividades económicas diversificadas que não têm paralelo noutras regiões. Esta visão integrada permitiria, defende a associação em comunicado, otimizar os investimentos públicos e/ou estruturais e alcançar projetos de maior envergadura, «acreditando que as assimetrias que estamos habituados a ver na distribuição de investimento, tradicionalmente direcionados para Porto e Lisboa, iriam diminuir pela dimensão que uma organização desta natureza pudesse ter».
Ou seja, a associação quer o Minho debaixo do chapéu de uma única CIM, num projeto gerador «de uma visão estratégica comum, que dificilmente será possível de outra forma». Essa visão, passaria pelo estabelecimento de planos de mobilidade, infraestruturas empresariais, energéticas, habitacionais, entre outras, ao nível do quadrilátero, indutora do desenvolvimento e de «novas oportunidades para todos».
Esta visão global é, assim, «um caminho necessário e que, quanto mais tarde for adotada e concretizada, mais atrasará o desenvolvimento da região. A divisão que vemos hoje apenas favorece o centralismo que tem ditado o desperdício de verbas e oportunidades pela assimétrica distribuição de fundos».
Aproveitando as recentes declarações do Ministro da Economia, António Costa Silva, que deu conta da intenção para que haja «desenvolvimentos significativos na modernização e digitalização de muitas empresas do quadrilátero Braga, Guimarães, Famalicão e Barcelos, onde está concentrada grande parte da produção industrial», transformando o Quadrilátero Urbano «numa das locomotivas da economia do país», a AEMinho reafirma que é tempo de pôr em marcha um plano mobilizador que envolva a reconfiguração da indústria para adotar tecnologias digitais e agilizar procedimentos.
De um ponto de vista genérico, o Minho representa, segundo dados de 2021, cerca de 130 mil empresas, exportando 10.600 milhões de euros e empregando 475 mil pessoas. Estes dados representam 29% do volume de negócios, 28% do total de empresas e 38% das exportações da Região Norte. Um contributo que ronda os 15% do PIB.
«Se olharmos para as CIMs de forma individual, a representatividade perde-se. É, desta forma, percetível que o poder competitivo e negocial é francamente maior – e que pode ser usado em prol do desenvolvimento desta região – se unirmos as forças das três CIM», defende a AEMinho.
Assim sendo, propõe «defender que o Minho deve ser interpretado e organizado como um todo e, como tal, o seu modelo de gestão deverá passar pela reorganização das CIMs», pelo que vai propor a fusão das três CIMs: Alto Minho, Cávado e Ave, na reunião do Conselho Geral da AEMinho, prevista para 21 de março, onde estarão o Ministro da Economia e os presidentes de Câmaras Municipais do Quadrilátero (Barcelos, Braga, V.N. Famalicão e Guimarães).




