Famalicão: Parque infantil e jardim da Praça D. Maria II abertos ao público

Abriram ao público o parque infantil da Praça D. Maria II e a ala do jardim que liga o topo norte ao topo sul. Os espaços ficaram disponíveis para a utilização pública, com renovadas condições de acessibilidade e de conforto.

Uma das novidades é a colocação de perto de uma centena de floreiras. Com estas estruturas, o município acredita que o espaço urbano ganhou barreiras ao estacionamento indevido em zonas pedonais e, simultaneamente, é mais em elemento ecológico com a distribuição de mais plantas. As floreiras da cidade têm bambu negro e levam uma camada superficial de estilha, proveniente das lenhas das podas das árvores da cidade que tem duas funções principais: reter a humidade no substrato durante mais tempo e formar uma barreira à germinação de ervas daninhas.

O novo parque infantil está equipado com equipamentos inclusivos que permitem a utilização por crianças de mobilidade reduzida e toda a área restituída ao público privilegia a circulação pedonal em detrimento da circulação automóvel.

«Prometemos uma cidade mais amiga das pessoas e é isso que estamos a fazer», refere o presidente da Câmara Municipal, Mário Passos.

Recorde-se que este é um dos maiores investimentos públicos de sempre na requalificação de um espaço público citadino famalicense. As obras representam um investimento de mais de oito milhões de euros, que contam com comparticipação do Norte 2020, através do programa FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

 

Famalicão: Teatro Narciso Ferreira abriu com programação regular

O renovado Teatro Narciso Ferreira (TNF), em Riba de Ave, celebrou a abertura, após obras profundas de renovação, com um fim de semana dedicado ao cinema, numa homenagem à conceção do equipamento como cineteatro.

O ciclo de abertura (“WARM-UP”) decorre até final de junho. Para além dos já anunciados ciclos de cinema para famílias e para as escolas, o mês de abril do espaço cultural de Riba de Ave dá também palco ao circo contemporâneo, com uma mostra de performances do INAC – Instituto Nacional de Artes do Circo, no dia 2 de abril.

Na música, destaque para o espetáculo “Acalanto”, no dia 8, que une vários países e culturas, através da recolha e recriação de temas de embalar tradicionais do mundo.

O mês de abril termina com teatro infantojuvenil: no dia 30, com o espetáculo “Os grandes não têm grandes ideias”, por parte da Fértil Cultural.

Recorde-se que o TNF é um equipamento municipal sob gestão da Equipa Multidisciplinar de Gestão da Casa das Artes, que assume a direção programática do espaço.

Recorde-se que o Teatro Narciso Ferreira recebeu obras de renovação, 77 anos após a sua inauguração, realizada em maio de 1944. A reabilitação do emblemático edifício, que estava fechado há 20 anos, permitiu dotar o espaço de qualidade excelente, não só do ponto de vista da arquitetura, da autoria do Arq.º Noé Diniz, mas dos equipamentos, da funcionalidade, dos meios técnicos e da potencialidade.

O projeto de recuperação contou com um investimento de 3,5 milhões de euros, resultante de verbas aprovadas no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), assinado entre a autarquia e o Programa Operacional NORTE 2020, com o município a garantir um cofinanciamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no valor de 2,9 milhões de euros.

Pequenas empresas de panificação em risco de fechar devido à subida de preços

O conflito na Ucrânia e a subida de preços poderá levar ao encerramento de até 20% das pequenas empresas da panificação e pastelaria, setor que reclama a isenção do IVA do pão, adiantou à Lusa a ANCIPA.

“A pequena indústria está a passar grandes dificuldades. Pela informação que tenho das associações, cerca de 15 a 20% das pequenas empresas em Portugal podem fechar”, afirmou, em declarações à Lusa, o vice-presidente da Associação Nacional dos Comerciantes Industriais de Produtos Alimentares (ANCIPA), Mário Gonçalves.

Segundo este responsável, este cenário é desencadeado pela invasão da Ucrânia pela Rússia, que fez disparar os preços dos cereais e os custos energéticos.

O aumento do valor dos cereais que, conforme apontou, foi de até 50%, não está a ser totalmente acompanhado pela subida do preço do pão, ficando o restante valor a cargo dos industriais.

Mário Gonçalves disse ainda que as associações de moagens pediram ao Governo para que apoiasse a compra de uma “fatia grande de trigo”, de modo a que Portugal ficasse como uma reserva para consumo humano. No entanto, tal não foi possível.

O setor está agora a negociar com o executivo a criação de uma linha de financiamento ou de outro apoio, que permita antecipar a compra.

“As moagens estão a tentar antecipar a compra de barcos de trigo para criarem um ‘stock’ e evitarem uma rutura no fornecimento de farinha em Portugal. É um esforço financeiro muito grande […]. Geralmente, a moagem comprava um barco de trigo e, neste momento, está a pensar comprar dois dou três para ter uma reserva. São muitos milhares de euros”, apontou.

O setor da panificação reclama também a isenção do pagamento do IVA do pão até ao final do ano.

Porém, o vice-presidente da ANCIPA não acredita que tal venha a acontecer, “não só pelas orientações de Bruxelas”, mas também pela falta de disponibilidade financeira do Governo.

“Saímos de uma situação de covid e em janeiro ou fevereiro esperávamos a retoma, mas aparece a guerra e não temos uma previsão [para o seu fim]”, concluiu.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.119 civis, incluindo 139 crianças, e feriu 1.790, entre os quais 200 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

Trofa: Visita às oficinas de arte sacra para celebrar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Para assinalar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios e a Semana Nacional do Turismo Industrial, a Câmara Municipal da Trofa promove uma visita às Oficinas de Arte Sacra de São Mamede do Coronado. A iniciativa decorre dia 10 de abril, entre as 09h30 e as 12h30 e tem inscrição gratuita, até ao dia 7 de abril através do e-mail patrimoniocultural@mun-trofa.pt .

O ponto de encontro para os interessados em visitar as Oficinas de Arte Sacra de São Mamede do Coronado, terra de longa tradição de santeiros, e herdeiros do oficio de José Ferreira Thedim, autor da imagem de Nossa Senhora de Fátima da Capelinha das Aparições, do Santuário de Fátima, é o Largo da Igreja Paroquial de São Mamede do Coronado.

A freguesia de São Mamede do Coronado e a história do território trofense é marcada por oficinas de produção de arte sacra onde os santeiros esculpem e pintam imagens religiosas. Esta visita pretende divulgar o património cultural, material e imaterial, associado ao saber-fazer dos Santeiros do Vale do Coronado, dando ao conhecer os artistas, técnicas e histórias de vida associadas ao ofício que foi reconhecido como uma das 7 Maravilhas da Cultura Popular Portuguesa, estando a decorrer o processo para iniciar o dossier de candidatura a Património Imaterial da Humanidade.

Famalicão: “Pedras com História”, uma visita guiada que eleva a cultura de Vermoim

A Junta de Freguesia de Vermoim organiza no dia 3 de abril, às 9h30, uma visita guiada ao Castelo de Vermoim, denominada “Pedras com História”.

As Visitas Guiadas ao Castelo de Vermoim têm como principal função dar a conhecer, a toda a população local e do concelho, a história do Castelo de Vermoim e sua área envolvente. Segundo a organização, mais do que as habituais caminhadas, estas visitas envolvem representação, que explica a história, o património e as lendas associadas ao lugar.

Em conferência de imprensa, que teve lugar no sábado, dia 26, foi divulgado que estas visitas visam quatros pontos fundamentais, começando pela Calçada Romana, o Castelo de Vermoim, o Penedo da Moura e terminam num tanque centenário sobejamente conhecido em Vermoim e nas freguesias vizinhas. «As visitas guiadas estão inseridas na promoção da marca “Castelo de Vermoim” que pretendemos criar e registar», referiu o presidente da Junta, Bruno Cunha.

Esta caminhada tem quatro momentos especiais, que identificam a própria história de Vermoim: a Calçada Romana, onde tudo começa e acaba. Através de um ator, devidamente trajado (época medieval), inicia-se então o percurso, explicando aos presentes toda a história daquela calçada, bem como a sua identificação.

Outro elemento importante é o Castelo de Vermoim, ou o que resta dele. No local estará presente uma imagem daquele que seria à época (com as devidas cautelas históricas) esse castelo. Serão explicados todos os pontos importantes deste local e do seu significado.

O Penedo da Moura será explicado através de uma personagem da idade média (Bobo da Corte), que fará alusão à “Lenda da Moura”. Como fazem alusão autores como Camilo Castelo Branco, muitas são as histórias de pessoas que tentaram encontrar o tal “tesouro” guardado. Momento divertido que, com certeza, provocará várias gargalhadas no público presente.

Há ainda o Tanque da “Maria Gorda”. Mesmo antes do regresso à “Calçada Romana”, de modo a finalizar a visita guiada. Um tanque feito em pedra com mais de uma centena de anos. Atualmente sem atividade e visitas, muitos foram aqueles que, ao longo dos anos, o utilizaram. Seis atores representam entre si, misturando o passado e o presente do tanque e suas memórias.

A ideia, o texto e a encenação dos momentos teatrais que acompanham a caminhada pertencem a Sérgio Ferreira; o elenco conta com Sérgio Ferreira como cicerone; Rui Pimenta (bobo da corte); Eduardo Almeida (Albino); Bárbara Araújo (Joana), Hélder Lobo (José), Beatriz Osório (Ana).

Músicos: Manuel Santos (concertina), Hilário Santos (viola), Alexandre Azevedo (cavaquinhos); José Azevedo (cantante). Figurinos: Malhas Alice, Escola Profissional Cior.

Estas visitam são organizadas pela Junta de Freguesia de Vermoim, com apoio da Câmara Municipal, da CIOR, da AMVE e da ACV.

Famalicão: Centro Hospitalar do Médio Ave vence prémio nacional de Capital Humano em Saúde

O projeto HEaT – Hospital Engagement Tool”, do Centro Hospitalar do Médio Ave, foi um dos vencedores da Bolsa “Capital Humano em Saúde”. Trata-se de uma iniciativa da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares [APAH], com o objetivo reconhecer e potenciar o capital humano do Serviço Nacional de Saúde [SNS], dotando os seus profissionais das competências necessárias para que promovam uma mudança positiva nas suas realidades, em particular no domínio da liderança da dimensão humana.

O projeto pretende demonstrar como é possível (e premente) promover e incentivar a interação e envolvimento entre os trabalhadores e a instituição. Trata-se, resumidamente, de abrir os hospitais às opiniões, sugestões e propostas dos seus profissionais, sabendo incorporar estes inputs de melhoria e transformar as críticas e insatisfações em possibilidade de desenvolvimento.

Esta ferramenta de melhoria da comunicação organizacional, baseada na capacitação dos profissionais, das chefias e direção de topo, visa, segundo consta em comunicado da unidade hospitalar, «incentivar os profissionais do CHMA, nomeadamente aqueles que tradicionalmente estão mais afastados dos centros de decisão, a comunicar com confiança, problemas, propostas e sugestões, de modo a ajuda-los e a potenciar as suas competências, permitindo que tenham um papel ativo na Instituição».

A apresentação pública dos projetos vencedores ocorrerá na 10.ª Conferência de VALOR APAH, a 13 de maio deste ano.