Covid-19: 125 famílias receberam apoio do município de Famalicão para pagar a renda
A Câmara Municipal de Famalicão, em reunião do executivo, aprovou mais apoios à renda no âmbito do covid-19, ou seja, para aquelas famílias que temporariamente, e por força da pandemia, perderam rendimentos e precisam de apoio à renda.
O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, explicou que o município não tem um limite financeiro para estas ajudas; pelo que irá tão longe quanto as necessidades dos famalicenses o demonstrem.
Paulo Cunha aproveitou para fazer o balanço deste apoio desde Março de 2019, quando começou a pandemia. O autarca fala numa ajuda a 125 famílias e de um volume financeiro de vinte mil euros.
Este apoio é para casos específicos de quem perde rendimentos por causa do desemprego ou de lay-off e necessita desta ajuda, que é sempre temporária e avaliada periodicamente.
Há, ainda, o apoio à renda no âmbito do programa Casa Feliz, ou seja, para aquelas famílias que têm poucos rendimentos e não conseguem pagar uma renda e a Câmara ajuda, parcialmente, esse pagamento por períodos de um ano que podem ser renováveis. Neste caso, em 2020, o município apoiou 274 famílias, num volume financeiro de 279 mil euros. Em 2021, já foram apresentadas 300 candidaturas, que os técnicos do município estão a apreciar. «Isto quer dizer que o apoio à renda no âmbito Casa Feliz tem tendência para subir. Haverá duas causas diretas: o contexto covid-19, que traz consequências económicas, e a outra causa é um maior conhecimento do projeto. Quanto mais famílias souberem da existência do projeto, mais se candidatam. Queremos que todas as famílias conheçam os apoios municipais para que possam candidatar-se, se for caso disso», explicou o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha.
Covid-19 em Portugal: +7.914 infetados | + 225 mortes | + 10.760 recuperados nas últimas 24 horas
Portugal registou nas últimas 24 horas 7.914 novos casos de infeção por Covid-19.
Há registo de 225 mortes.
Os dados foram revelados esta tarde pela Direção Geral da Saúde.
Orfeão Famalicense faz 105 anos a 11 de fevereiro
O Orfeão Famalicense, não fora esta perigosa pandemia, estaria prestes a celebrar o 105º aniversário da sua fundação com a promoção de alguns eventos.
Decorria o dia “11 de fevereiro de 1916, um domingo, após um porfiado período de propaganda ativamente levado a efeito por uma comissão constituída pelos saudosos professores António Maria Pereira e Carlos Alberto de Oliveira, Mário Lima, Alberto Carlos de Sousa Araújo e Alexandrino Costa e pelo sobrevivente e estimado José Correia, fundou-se o Orfeão Famalicense, sob a direção artística de Adolfo Lima, na parte orfeónica e Alípio Augusto Guimarães, na parte cénica.” – assim começou José Casimiro da Silva a (d)escrever a história da secular coletividade, numa conferência no Ateneu Comercial, em 23 de novembro de 1962, comemorativa do 5º aniversário da sua reorganização.
“Foi na noite de 15 de outubro de 1916 que no Salão Olímpia” o Orfeão Famalicense se apresentou pela primeira vez em público, com um espetáculo em que intervieram as duas secções, a coral e a cénica e com tal êxito, que as notícias surgidas na imprensa local e regional, fizeram eco por toda a região chegando convites de várias localidades para espetáculos, que ficaram memoráveis, nomeadamente o de 8 de Dezembro de 1916 no Teatro D. Afonso Henriques, em Guimarães, que esteve na origem da fundação do Orfeão de Guimarães. Já em 1917, no dia 11 de fevereiro, nova receção triunfal em Santo Tirso.
“O Orfeão era constituído por 82 figuras” – recorda o jornalista José Casimiro da Silva. E tinha ainda um órgão de comunicação intitulado “O Orfeonista”.
Apesar do sucesso alcançado, os acontecimentos políticos que se viviam na época, “a epidemia chamada pneumónica que nos levou em três meses três mil famalicenses” a Guerra Mundial, etc. fizeram esmorecer o entusiasmo e, entre a primavera de 1918 e o Natal de 1927 o Orfeão suspendeu as suas atividades, reaparecendo na noite de 28 de abril de 1928, com o Salão Olímpia engalanado para um novo momento de rara euforia.
De novo os ecos do grandioso espetáculo chegaram longe e as atuações sucederam-se, sempre com estrondoso êxito, em Riba de Ave, na Trofa, em Ponte de Lima, nos Arcos de Valdevez, onde a embaixada famalicense foi recebida com foguetes e por uma Banda de Música, tendo mesmo encerrado o comércio, num dia que era de trabalho.
Novos acontecimentos e “entrou o Orfeão Famalicense no segundo e profundo sono”, reaparecendo em 22 de novembro de 1957, no Dia de Santa Cecília, patrona dos músicos, após 34 anos.
Com o Padre Benjamim Salgado como figura central, o Orfeão Famalicense renasceu das cinzas, já lá vão 63 anos e, apesar das tremendas dificuldades que as artes e a cultura em geral atravessam, todas as semanas, através das novas tecnologias, os seus membros mantêm-se ativos, sob a liderança do maestro e professor Fernando Dantas Moreira.
Mesmo enlutado pelo desaparecimento recente de dois elementos, o 105º aniversário será assinalado, embora de forma virtual, no dia 11 de fevereiro. “Será, também, uma forma de os homenagearmos os nossos companheiros”, argumentam os seus dirigentes, cuja liderança está entregue a Pedro Álvares Ribeiro, na presidência da Assembleia Geral, Ezequiel Pinheiro Brandão, na liderança da Direção e Laurentino Rodrigues Martins, no Conselho Fiscal.
Alcino Monteiro
Famalicão: GNR apanha assaltantes de estabelecimento de ensino de Riba de Ave
Uma jovem, de 17 anos, e um homem, de 23 anos, foram detidos por furto num estabelecimento de ensino de Riba de Ave, que ocorreu no dia 12 de janeiro.
Na sequência da investigação, o Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Barcelos encetou diligências que levaram à detenção dos suspeitos que para acederem ao interior do estabelecimento de ensino forçaram o acesso e furtaram bens do seu interior.
Nesta ação, a GNR conseguiu recuperar diverso material furtado: um telescópio; um piano; três microscópios; uma viola; um cavaquinho; uma flauta; um televisor LCD; e 12 afinadores.
O material recuperado será devolvido à direção da escola e os detidos foram constituídos arguidos.
Alta velocidade na ferrovia colocará Famalicão a menos de duas horas de Lisboa
O Ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, afirmou que a ligação de alta velocidade Porto e Lisboa, prevista no Programa Nacional de Investimentos (PNI 2030) reduzirá o tempo de viagem entre estas duas cidades para 01:15 minutos.
«Todo o território que se encontra ao longo da nossa faixa atlântica fica, no máximo, a um par de horas», disse o governante.
Segundo o membro do Governo, a ligação Porto/Lisboa “encolhe o país” e é, por isso, «estruturante para a rede ferroviária» nacional.
Para além da criação de um eixo de alta velocidade entre o Porto e Lisboa, será estendido, depois, para norte até à Galiza.








