Famalicão desfalcado frente ao Benfica

O FC Famalicão joga, ao final da tarde desta segunda feira, no Estádio da Luz, frente ao Benfica, e Silas não pode contar com quatro jogadores.

Bruno Jordão, Leonardo Campana, Gustavo Assunção e Joaquín Pereyra estão lesionados, com problemas musculares, e não são opção para o treinador, Jorge Silas.

Acompanhe aqui a conferência de imprensa de Jorge Silas

Governo pondera manter cafés e restaurantes fechados até final de abril

A informação é avançada pelo jornal Correio da Manhã deste domingo. Segundo esta publicação, o governo pondera aliviar as medidas restritivas de combate à pandemia assim que o número de novos casos Covid-19 baixar para valores próximos dos dois mil.

Quanto aos cafés e restaurantes, um dos setores que mais sofreu com a pandemia, só devem voltar a abrir em pleno no final do mês de abril, altura em que se prevê que haja um desconfinamento maior.

 

Covid-19. “É expectável” que a vacina confira imunidade durante pelo menos um ano, diz imunologista português

“Como as pessoas que tiveram covid-19 têm, na sua maioria, um estado de imunidade que dura pelo menos sete ou oito meses, é expectável que a vacinação confira imunidade por um período de pelo menos um ano”, referiu, em declarações à Lusa, realçando que “as pessoas vacinadas produzem uma maior quantidade de anticorpos contra o vírus do que as pessoas que tiveram covid-19”.

Contudo, segundo Luís Graça, que coordena o laboratório de investigação em imunologia celular no Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, em Lisboa, “ainda não decorreu tempo suficiente para se saber a duração da imunidade” dada pelas vacinas.

“Precisamos de tempo para ver como evolui a imunidade das pessoas vacinadas ao longo de meses e anos”, sublinhou, quando confrontado pela Lusa com a incógnita da duração da imunidade vacinal contra a covid-19, uma doença respiratória causada por um novo coronavírus (tipo de vírus) que se tornou pandémico.

As vacinas contra a covid-19 já aprovadas e administradas em várias partes do mundo, incluindo Portugal, apesar de baseadas em tecnologias distintas e com graus de eficácia diferenciados, são como que um manual de instruções para um exército de células do corpo produzir anticorpos (substâncias) capazes de neutralizar o coronavírus SARS-CoV-2 quando invade o organismo.

A duração da imunidade contra a covid-19 gerada artificialmente pelas vacinas (e não naturalmente pela infeção) ainda não é conhecida porque “os primeiros ensaios” clínicos “foram iniciados há poucos meses”, lembrou Luís Graça.

De acordo com o imunologista Carlos Penha-Gonçalves, que trabalha no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras, onde lidera o laboratório de genética de doenças, “as circunstâncias da pandemia puseram a exigência na segurança e eficácia imediata da vacina e não no seu efeito a longo prazo”.

“As vacinas têm uma aprovação em regime de excepção, aprovação de emergência”, acentuou à Lusa, adiantando que “os testes para avaliar a duração da imunidade vacinal precisam de um longo período de observação”, por vezes anos, “que obviamente não é compatível com a necessidade da rápida entrada das vacinas no mercado”.

Em situações normais, que não uma emergência sanitária como a covid-19, os ensaios clínicos “são mais prolongados no tempo”, frisou o investigador, que propôs em junho, a par de outros cientistas, um roteiro para a testagem serológica da doença em Portugal.

Carlos Penha-Gonçalves esclareceu que para se perceber qual a duração da proteção dada pelas vacinas contra a covid-19 são precisos estudos de acompanhamento das pessoas vacinadas “ao longo de períodos largos”, que permitam monitorizar a resposta imunológica, por exemplo medir a concentração de anticorpos, e a presença de sintomas e do vírus.

Tais estudos possibilitam também “definir quando serão necessários reforços vacinais”.

“A periodicidade das vacinas depende da duração da imunidade”, disse o imunologista, apontando que “o aparecimento de estirpes de SARS-CoV-2 que escapem à resposta imune gerada pela vacina determinará a produção de novas vacinas e a periodicidade da vacinação”.

Em janeiro, a empresa de biotecnologia norte-americana Moderna anunciou que iria produzir uma vacina específica contra a variante sul-africana do SARS-CoV-2, considerada mais contagiosa do que o vírus original. Uma medida que indicou ser de precaução, apesar de, genericamente, ter assegurado que a vacina em circulação é eficaz contra a variante sul-africana, mas também britânica, igualmente mais transmissível.

O consórcio germano-americano BioNTech/Pfizer assegurou igualmente que a sua vacina se mantém eficaz contra as estirpes britânica e sul-africana – detetadas em finais de 2020, quase em simultâneo com as aprovações das vacinas pelos reguladores de medicamentos – mas que poderá adaptá-la se for necessário.

Em Portugal, à semelhança de outros países da União Europeia, a campanha de vacinação contra a covid-19 começou em 27 de dezembro de 2020.

O plano nacional de vacinação para a covid-19 prevê “estudos de seguimento clínico de medição e acompanhamento da resposta imunitária”, que “serão desenvolvidos a nível nacional e integrados em estudos europeus mais amplos, de forma a atingir-se uma monitorização mais efetiva e completa”.

Covid-19: Chega propõe até cinco anos de prisão para fraudes com vacinas

O Chega propôs a criação do crime de “desvio indevido de recursos médico-cirúrgicos”, versando por exemplo as atuais vacinas da covid-19, prevendo penas de até cinco anos de prisão se praticado em estado de emergência ou calamidade.

Segundo o documento que vai ser entregue no parlamento e a que a Agência Lusa teve acesso, o deputado André Ventura avançou para um aditamento ao código penal acrescentando-lhe um artigo dividido em dois pontos.

“Quem, por si ou por interposta pessoa, der ou aceitar, para si ou para terceiro, vacina, medicamento ou qualquer recurso de natureza médico-cirúrgica, em violação das regras previamente definidas para a sua administração, aplicação ou distribuição, é punido com pena de prisão até três anos, se pena mais grave não lhe couber por força de outra disposição penal”, prevê a proposta.

Já “quando a conduta acima referida ocorrer durante estado de emergência ou estado de calamidade, relacionados nos seus pressupostos com a severa alteração das condições de saúde pública vigentes, o agente é punido com pena de prisão de dois a cinco anos de prisão”.

O Ministério Público já abriu inquéritos em relação a casos que envolvem o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) de Lisboa e do Porto, a Segurança Social de Setúbal e outras instituições onde há indícios de irregularidades na vacinação contra a covid-19, nomeadamente de pessoas que não faziam parte das listagens de casos prioritários.

Quarta-feira, o coordenador do grupo de trabalho responsável pelo Plano de Vacinação contra a covid-19, Francisco Ramos, demitiu-se, alegando ter descoberto anomalias na vacinação de profissionais no Hospital da Cruz Vermelha, de cuja comissão executiva é presidente.

 

 

Santa Casa de Riba D’ Ave antecipa abertura de centro dedicado às demências para receber doentes Covid-19

A Santa Casa da Misericórdia de Riba D’ Ave, Vila Nova de Famalicão, abriu antecipadamente as instalações do futuro centro dedicado às demências para resposta à pandemia de covid-19 e está a receber doentes de outros hospitais.

Em informação enviada este sábado à agência Lusa, a Santa Casa da Misericórdia de Riba D’ Ave descreve que abriu o Centro de Investigação, Diagnóstico, Formação e Acompanhamento das Demências (CIDIFAD), cuja abertura estava projetada para maio ou junho para poder acolher 92 doentes de outros hospitais, entre os quais infetados com o novo coronavírus.

De acordo com finte desta instituição localizada em Vila Nova de Famalicão, no distrito de Braga, 60 doentes covid-19 já chegaram de vários hospitais “acima de tudo” do Norte do país.

“E 26 não covid vão chegar já na segunda-feira do Hospital de Guimarães”, referiu a mesma fonte.

A CIDIFAD é uma futura valência desta instituição, mas “perante a emergência sanitária de combate à pandemia” foi colocada “de imediato” à disposição do Serviço Nacional de Saúde (SNS) “devidamente equipada”, lê-se na informação enviada à Lusa.

“Foi com um enorme esforço que conseguimos reunir equipas, numa ocasião de enorme sobrecarga laboral e que estivessem à altura do desafio que os tempos impõem, o de apoiarmos o SNS a conseguir dar resposta a uma luta desigual e que deixou os hospitais à beira do colapso”, refere a diretora-clínica adjunta, Isabel Seixas, citada na mesma informação.

Questionada se desta forma fica em causa a abertura da CIDIFAD para o fim para o qual o equipamento estava planeado, a instituição referiu este “só abrirá na plenitude quando o Ministério da Saúde deixar de necessitar e país tiver a situação pandémica controlada”.

“Neste momento a prioridade continua a ser ajudar a aliviar os hospitais para que, quando os números covid-19 diminuírem, possam rapidamente retomar a sua atividade normal”, referiu a mesma fonte.

A Santa Casa da Misericórdia de Riba D’ Ave acrescenta que garantiu até à data, e no âmbito do esforço por “libertar muita da pressão existente sobre os hospitais da região”, a assistência a 250 doentes, nomeadamente 177 infetados com o novo coronavírus e 73 não covid-19 agudos.

Na mesma informação, a Santa Casa da Misericórdia de Riba D’ Ave realça que paralelamente à assistência clínica tem realizado trabalho ligado à dinâmica social.

“O Gabinete de Apoio à Família tem garantido uma eficaz comunicação por vídeochamada entre o doente e a família. Estamos particularmente sensíveis à necessidade de visitas presenciais extraordinárias, em casos selecionados, quando os doentes se encontram nas últimas horas ou dias de vida”, completou Isabel Seixas.