Famalicense Ricardo Mesquita é o novo presidente da JSD Distrital

Com o mote “O Distrito é Agora”, os candidatos Ricardo Mesquita e Miguel Fernandes foram eleitos, na passada sexta-feira, no Congresso da JSD Distrital. O famalicense Ricardo Mesquita é o novo presidente da Comissão Política e Miguel Fernandes, de Barcelos, preside à Mesa do Congresso.
O candidato Ricardo Mesquita sabe dos desafios que «os jovens enfrentam no seu dia-a-dia» e promete «uma estrutura distrital disponível para integrar e acolher pessoas que representem as várias realidades e demografias do distrito para conseguir servir melhor os nossos jovens».

A equipa que o acompanha «é heterogénea, agregadora, que se revê num projeto comum e de futuro» e pede que cada Concelhia esteja «empenhada em
trabalhar, perto e com os jovens para conseguirmos perceber quais são os seus problemas. Não há outra forma».

Famalicão: Menos partos em 2021 não coloca em causa maternidade do hospital

Os bebés dos concelhos de Famalicão, Santo Tirso e Trofa vão continuar a nascer no Hospital do Médio Ave (Famalicão), assim pretendam os pais.

Quem o confirma é o próprio presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Ave, António Barbosa, face a rumores que dão conta do possível fecho da maternidade de Famalicão por redução do número de partos.

No ano de 2020 nasceram em Famalicão 1100 bebés, este ano deve rondar os mil partos. Uma quebra de cerca de 10% que é comum a outros hospitais, como o Cidade Hoje pôde confirmar.

Por isso, a diminuição do número de nascimentos «não é um problema que se coloca porque é conjuntural, afeta todo o país e não é um caso específico do Médio Ave», alerta António Barbosa, reiterando que são infundadas as “informações” de que o Hospital de Famalicão pode perder a maternidade, obrigando as mães a deslocarem-se ao Hospital de Guimarães ou Braga.

Outra razão para o serviço continuar ativo, realça António Barbosa, tem a ver com as obras de melhoramento dos espaços onde funcionam os serviços de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital do Médio Ave (Famalicão). E, no que diz respeito a recursos humanos, «estamos melhor do que nunca», assume António Barbosa.

Entretanto, o Cidade Hoje conseguiu números que atestam esta diminuição do número de nascimentos em vários hospitais. Assim, comparando o mês de setembro deste ano com o do ano anterior, o Hospital S. João (Porto) registou menos 12% de nascimentos; o Hospital de Guimarães teve uma quebra de 17%; o de Braga uma descida de 13%; se formos até Bragança a descida é de 8%.

Lá fora: Detida enfermeira que fingia vacinar em troca de 400 euros

Uma enfermeira que fingia injetar a vacina contra o coronavírus, em troca de 400 euros, para os pacientes obterem o certificado de vacinação, foi presa na terça-feira em Palermo, Sicília (sul de Itália), anunciou a Polícia.

O caso junta-se a outras fraudes que aconteceram no país para tentar obter o certificado de vacinação necessário para muitas atividades.

Em vez de realizar a vacinação, a enfermeira descarregava numa gaze a dose da vacina e depois colocava a seringa vazia no braço do “paciente”, revelaram imagens captadas por uma câmara colocada no centro de vacinação onde trabalhava.

A investigação realizada pela unidade de investigação e operações especiais da polícia de Palermo culminou com a detenção da enfermeira e do líder do movimento anti-vacinas Filippo Accetta e outro cúmplice, Giuseppe Tomasino, participantes nesta trama de corrupção e falsificação.

Entre a dezena de “clientes” que fingiram vacinar-se para conseguir o certificado de vacinação identificaram-se dois dos detidos, assim como um polícia de Palermo e outra enfermeira do mesmo centro.

Os agentes bloquearam o certificado, necessário para aceder a restaurantes e locais de lazer em Itália, e anunciaram que o polícia e as enfermeiras, que precisam de estar vacinados para trabalhar, foram suspensos.

O comissário de Palermo para a emergência do coronavírus, Renato Costa, explicou que, apesar de tratar de um “episódio isolado”, todo o pessoal sanitário do centro de vacinação de Fiera del Mediterraneo se sente traído.

Centenas de restaurantes vão encerrar em protesto no Natal e passagem de ano

Na sequência das novas medidas de prevenção contra a covid-19 nas semanas do Natal e da passagem de ano muitos restaurantes vão encerrar em protesto.

O presidente da PRO.VAR, Daniel Serra, disse esta quarta-feira à Lusa que várias centenas de restaurantes vão encerrar em protesto no Natal e passagem de ano, e insistiu na reversão das medidas anunciadas pelo Governo na terça-feira.

“Estamos neste momento em conversa com muitos empresários e, neste momento, está aqui uma posição com alguma dimensão: muitos restaurantes vão encerrar em protesto”, afirmou Daniel Serra, sem adiantar um número exato de restaurantes que pretendem encerrar nas semanas do Natal e da passagem de ano, mas garantindo que “várias centenas” já comunicaram a intenção à associação PRO.VAR – Promover e Inovar a Restauração Nacional.

Segundo o responsável, tendo em conta o número de testes à covid-19 que estão a ser feitos diariamente, cerca de 133.000, e dado que passa a ser obrigatória a apresentação de um teste negativo para frequentar restaurantes nos dias 24, 25, 30 e 31 de dezembro e 01 de janeiro, apenas um em cada três portugueses estará em condições de o fazer.

“É um valor quase residual, a maioria dos portugueses não terá condições”, apontou o responsável, acrescentando que para muitos empresários, abrir portas naquelas semanas, “é perder dinheiro”.

Igreja pede distanciamento nas missas de Natal

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) apelou hoje aos católicos que respeitem o distanciamento nas cerimónias religiosas, tradicionalmente vividas de forma intensa neste período do Natal. Isto devido ao «forte agravamento da atual situação pandémica»

Em comunicado, o órgão que congrega os bispos católicos portugueses, “recomenda vivamente” o distanciamento adequado entre os participantes, conforme as orientações da Direção Geral da Saúde.

O comunicado recorda, ainda, que «continuam em vigor as medidas de prevenção, tais como o uso das máscaras, a devida higienização das mãos e dos espaços celebrativos e a comunhão na mão, entre outras».

O abraço da paz ou o beijo à imagem do Menino Jesus são dois dos gestos que, à semelhança do que ocorreu no Natal de 2020, se encontram suspensos também este ano.