Multas por falta de inspeção periódica obrigatória aumentaram quase 84% até setembro

As multas por falta de inspeção periódica obrigatória aumentaram quase 84% até setembro face ao mesmo mês de 2020 ao terem sido registadas pelas forças de segurança 44.512 contraordenações, segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

No relatório de sinistralidade e fiscalização rodoviária de setembro, a ANSR avança que também aumentaram, nos dez primeiros meses do ano, as infrações por não uso das cadeirinhas para crianças (36,6%) e do cinto de segurança (18,8%), bem como pela utilização do telemóvel durante a condução (11,2%).

Segundo a ANSR, foram apanhados a conduzir com telemóvel 19.650 condutores nos primeiros nove meses do ano, contra os 17.675 até setembro de 2020, e registadas 16.538 infrações por não uso do cinto de segurança (13.921 em 2020) e 1.754 por não uso de sistemas de retenção para crianças (1.284 em 2020).

O documento precisa que, entre janeiro e setembro, foram multados 44.512 condutores por falta de inspeção obrigatória, enquanto no mesmo período de 2020 tinham sido detetadas 24.271 contraordenações.

Em contrapartida, as autoridades registaram uma diminuição de 14,4% das infrações por excesso de velocidade e 7,1% nas transgressões por consumo de álcool acima do limite legal.

Apesar da diminuição, os autos por excesso de velocidade representaram a maioria das infrações registadas, tendo sido, até setembro, contabilizadas 530.818 contraordenações, contra as 620.267 no mesmo mês de 2020.

Por excesso de álcool, a PSP e GNR registaram 13.601 infrações, enquanto no mesmo período do ano passado tinham sido apanhados 14.648 condutores.

O relatório indica que, entre janeiro e setembro, foram fiscalizados 88,1 milhões de veículos, quer presencialmente, quer através de meios de fiscalização automática, um aumento de 0,3% em relação ao mesmo período de 2020.

“A GNR registou uma diminuição de 4,9% no número de veículos fiscalizados, ao contrário da PSP com um aumento de 5,5%. Por sua vez, o sistema de radares SINCRO gerido pela ANSR registou uma ligeira redução (-0,2%)”, precisa o documento.

De acordo com a ANSR, foram detetadas 875,2 mil infrações nos primeiros nove meses do ano, o que representa uma diminuição de 9,3% face ao período homólogo de 2020.

O mesmo documento precisa que a taxa de infração (número de infrações/número de veículos fiscalizados) foi de 0,99%, uma redução de 9,6% face à taxa de 1,10% registada em 2020.

A criminalidade rodoviária, medida em número total de detenções, aumentou 21% entre janeiro e setembro de 2021 em comparação com o mesmo período de 2020, atingindo 18,3 mil condutores.

O relatório indica que 44,4% das detenções se deveu à falta de habilitação legal para conduzir, com um aumento de 33,9% destes casos, comparativamente ao verificado entre janeiro e setembro de 2020.

A ANSR refere ainda que o número de condutores que perdeu pontos na carta de condução foi 273,9 mil, até setembro deste ano, desde a entrada em vigor do sistema de carta por pontos, em junho de 2016, 1.715 automobilistas ficaram com o seu título de condução cassado.

Mensagem do Arcipreste de Famalicão: «Muda de Natal»

Todos os anos começamos a preparar o Natal com muita antecedência. Antes de iniciar o mês de Novembro, já surgem sinais natalícios, alertando-nos para a proximidade desta celebração anual à qual ninguém é indiferente.

Contudo, o acontecimento fundante desta celebração parece passar ao lado. Esses sinais não têm mais a linguagem simbólica do Natal de Jesus. O presépio deixou de estar presente nas praças públicas, nos “enfeites” de Natal… Tudo é feito em ordem a criar uma magia, um espírito natalício, a surpreender os nossos sentidos… Celebrar, porém, o nascimento de Jesus está longe do que por aí se faz.

A sociedade descristianizada tende a negar e a obstruir tudo o que é símbolo de fé, em nome de um universalismo desprovido de qualquer identidade ou referência fundante. Não se quer ferir as susceptibilidades dos que pensam ou vivem de forma diferente. E por causa da diferença anula-se a singularidade. Ou, por causa da singularidade de uns poucos anula-se a identidade de muitos.

É impossível desvincular o Natal do nascimento de Jesus. Podemos até retirar da nossa linguagem a palavra Natal, (como se pretendeu no parlamento europeu), e encontrar outra para lhe substituir. Contudo, a origem fundante desta celebração nunca será apagada.

Creio que os cristãos têm aqui uma grande responsabilidade. Na verdade, o Natal não fará falta nenhuma, absolutamente nenhuma, se lhe retirarmos o facto de Deus ter nascido como Homem. O Natal será uma inutilidade, se nós cristãos não tivermos ainda percebido que o nascimento de Jesus é para a humanidade um sinal visível do Amor que Deus lhe tem, do qual nasce paz, alegria, justiça, esperança.

Por isso, desafio os cristão deste arciprestado a celebrar o verdadeiro Natal, a fazerem o presépio e a colocá-lo bem visível para todos, a enfeitarem as casas com símbolos que traduzem o Natal de Jesus (as luzes – Jesus é a Luz; a árvore – cruz de Jesus é a árvore da vida; a estrela – Jesus é a nossa estrela polar; os anjos – anunciação a Maria, a José e aos pastores; os sinos – anunciam a alegria de um nascimento…). Além destes sinais exteriores, o Natal verdadeiro para os cristãos é aquele que se traduz em gestos concretos de amor.

De igual modo, desafio os cristãos deste arciprestado a pensarem em dois gestos concretos de amor. Cada um saberá como poderá ajudar outro: familiar, vizinho, amigo, colega de trabalho, doente, pobre, carenciado… alguma instituição de beneficência ou algum grupo sócio-caritativo, quer seja da igreja ou da sociedade civil.
O Natal será uma inutilidade se for apenas espetáculo de luzes ou promoção do comércio. Nisso não há fé, nem amor, nem esperança, ainda que nos eleve o ego e nos alivie a economia. Todavia, o Natal será a celebração da Fé, do Amor e da Esperança quando cada um de nós souber acolher humildemente o Dom de Deus entre nós. É aqui que tudo muda. Não foi assim há dois mil anos!?

A todos desejo um Santo e fecundo Natal, com votos de um próspero ano 2022.

 

Pe. Francisco Carreira, Arcipreste.

Famalicão: SP Braga domina S. Silvestre com Paulo Rosário e Vanessa Carvalho vitoriosos

Paulo Rosário e a famalicense Vanessa Carvalho, ambos do SP Braga, venceram a quinta edição da Medium S. Silvestre de Famalicão, a terceira prova mais participado do país que, que na noite desta quinta-feira, levou para as ruas da cidade cerca de 3.600 atletas (a esmagadora maioria na corrida, os restantes na caminhada)

Rosário conseguiu a vitória sobre a linha de chegada, em 29m52s, uns segundos à frente dos companheiros de equipa, o famalicense Francisco Rodrigues e de Davide Silva.

Já Vanessa Carvalho teve uma vitória mais folgada, cortando a linha de meta, instalada junto aos jardins dos Paços do Concelho, em 34m39s, à frente da também famalicense Jéssica Pontes (Team El Comandante) e Diana Sousa (Desportivo S. Salvador).

Esta jornada desportiva, que trouxe uma colorido e alegria muito particulares à cidade de Famalicão, foi disputada na observância de todas as regras determinadas para estes eventos pela Direção-Geral da Saúde.

Famalicão: Quase três mil jovens foram apoiados pela Câmara Municipal com inscrições federativas e seguros

Cerca de três milhares de jovens atletas famalicenses, de 11 modalidades desportivas, receberam apoio financeiro para inscrições federativas e respetivos seguros no corrente ano. A medida contempla os escalões de formação (até 18 anos, masculinos e femininos), assim como as seniores femininas e representa um investimento municipal que ronda os 64.500€.

Esta quinta-feira, em reunião do executivo municipal, foi concedido novo apoio financeiro para a época desportiva 2021/2022, que contempla 195 atletas das modalidades de andebol, voleibol, dança desportiva e motociclismo. Para além deste apoio, a autarquia financia também todos os anos os exames médicos obrigatórios a todos os jovens atletas.

«Mais do que atenuar as despesas das equipas famalicenses, para que se sintam menos restringidas a nível financeiro, este apoio é um voto de confiança aos nossos atletas, para que se mantenham motivados e, mais do que isso, continuem a elevar o nome de Famalicão, como polo dinamizador da atividade desportiva». É deste modo que o presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, justifica este investimento.

Estabelecida pelo Câmara Municipal desde 2016, esta medida abrange as modalidades de andebol, natação, voleibol, atletismo, basquetebol, dança desportiva, artes marciais, patinagem artística, hóquei em patins, futebol, ténis e motociclismo.