4 vantagens de investir em aforro digital

A digitalização dos serviços financeiros tem avançado sobre produtos antes associados a processos presenciais e burocráticos. Neste movimento, o aforro digital passa a ocupar um lugar de destaque entre as opções de poupança pública, ao permitir que cidadãos invistam em títulos do Estado através de plataformas online.

A modalidade tem vindo a ser apontada como uma alternativa que combina características tradicionais do aforro com ferramentas digitais que facilitam o acompanhamento e a gestão dos investimentos.

Num contexto de maior atenção à organização das finanças pessoais, o aforro digital surge como resposta à procura por soluções simples, acessíveis e alinhadas com os hábitos digitais da população. Seguem-se as principais vantagens associadas a este tipo de investimento.

1- Acesso facilitado e menos burocracia

Uma das principais vantagens do aforro digital está na facilidade de acesso. O investidor pode realizar a subscrição e a gestão dos títulos sem necessidade de deslocação a pontos de atendimento físico. Todo o processo ocorre em ambiente online, desde o registo inicial até à consulta de saldos e rendimentos.

A redução da burocracia também merece destaque. Operações que antes exigiam formulários em papel ou atendimento presencial passaram a ser feitas de forma mais directa, o que poupa tempo e simplifica a relação do cidadão com os produtos de poupança do Estado. Para quem vive longe dos centros urbanos ou tem uma rotina menos flexível, esta mudança representa um ganho significativo.

2- Transparência e controlo das aplicações

O ambiente digital oferece ao investidor maior visibilidade sobre o próprio dinheiro. Através das plataformas oficiais, é possível acompanhar o histórico de aplicações, verificar valores investidos, rendimentos acumulados e eventuais resgates efectuados.

Este nível de transparência contribui para um controlo mais rigoroso das finanças pessoais. Ao concentrar todas as informações num único canal, o aforro digital reduz a dependência de comprovativos físicos e minimiza o risco de perda de dados. Para muitos investidores, especialmente os menos experientes, esta clareza ajuda na tomada de decisões e no planeamento financeiro de médio e longo prazo.

3- Segurança associada aos títulos do Estado

Outra vantagem frequentemente associada ao aforro digital está ligada à natureza do próprio produto. Os títulos de aforro continuam a ser instrumentos de dívida pública, o que significa que o risco está directamente relacionado com a capacidade de pagamento do Estado emissor.

A digitalização não altera essa característica. Pelo contrário, tende a reforçar a confiança ao integrar os investimentos em sistemas oficiais, com mecanismos de identificação e protecção de dados. Embora nenhum sistema esteja imune a falhas, o uso de plataformas institucionais reduz a exposição a intermediários e concentra as operações em ambientes regulados.

4- Inclusão financeira e diversificação de perfis

O aforro digital também contribui para ampliar o alcance da poupança pública. Ao eliminar barreiras geográficas e simplificar processos, a modalidade atrai perfis de investidores que antes não se interessavam ou não tinham facilidade em aplicar em títulos do Estado.

Jovens adultos, trabalhadores com rotinas digitais e pessoas que já utilizam serviços bancários online encontram no aforro digital uma alternativa compatível com os seus hábitos. Ao mesmo tempo, o investimento mantém características conhecidas, como valores de entrada acessíveis e regras claras de funcionamento, o que favorece a diversificação da base de aforradores.

No conjunto, as vantagens do aforro digital mostram como a adaptação tecnológica pode renovar instrumentos tradicionais sem alterar a sua essência. Ao combinar segurança, simplicidade e maior autonomia para o investidor, a modalidade reforça o papel da poupança pública num ambiente financeiro cada vez mais digital, aproximando o Estado dos cidadãos e modernizando a forma de investir.

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Famalicão: Mais de 100 pessoas apoiadas na procura de emprego

Ao longo de sete meses, o projeto CLDS 5G (Contratos Locais de Desenvolvimento Social de 5.ª Geração) Ser Feliz em Famalicão acompanhou 110 pessoas, com o objetivo de as capacitar na procura ativa de emprego, através de oficinas de mentoria com temas como autoconhecimento, liderança, literacia financeira e marketing pessoal.

Deste grupo, 17 pessoas arranjaram emprego e 12 estão a ser acompanhadas de forma individual para a criação das suas empresas.

Refira-se que dos beneficiários acompanhados, a maioria enfrenta desafios significativos no mercado de trabalho, uma vez que 63 pessoas encontram-se em situação de desemprego de longa duração.

Recorde-se que o CLDS 5G, que arrancou em Vila Nova de Famalicão a 2 de maio do ano passado e estende-se até dezembro de 2028, tem como parceiros a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a Engenho – Associação de Desenvolvimento Local do Vale do Este, que foi convidada para assumir o papel de Entidade Coordenadora Local da Parceria.

A coordenadora do projeto, Ana Carvalho, explica que a «intervenção é feita de forma individualizada, o que permite dar passos no âmbito da inclusão social e capacitação da comunidade em situação de vulnerabilidade social neste concelho».

Sobre os resultados apresentados, o presidente da Engenho, Manuel Araújo, considera que são muito satisfatórios, «pois contribuem para reforçar a coesão social e desenvolver uma cultura solidária de proximidade a favor do outro, do mais necessitado que precisa de apoio, orientação e meios para tornar a pessoa mais realizada no seu viver e nos seus projetos». Já sobre o CLDS, diz que «não é mais do que um compromisso coletivo que envolve e mobiliza os atores e parceiros das comunidades locais em dinâmicas e projetos centrados nas pessoas em situação ou risco de vulnerabilidade».

O presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, classifica o projeto CLDS 5G como «muito importante, desde logo, porque permite implementar no território um conjunto de atividades e iniciativas que promovem a inclusão social dos cidadãos, através da qualificação, da formação e da capacitação, contribuindo para o aumento da empregabilidade e dessa forma para o combate a situações de pobreza e exclusão social». Acrescenta que «é um programa que não deixa ninguém para trás, num trabalho em rede, feito com as Comissões Interfreguesias, o tecido empresarial e as instituições, de forma estruturada, para a partilha de conhecimento e a realização de intervenções eficientes junto dos cidadãos», frisa.

Acerca dos resultados, realça que «há 17 pessoas que foram integradas em ofertas de emprego e que estão a reescrever as suas histórias de vida, o que nos deixa muito satisfeitos».

O edil destaca que a Câmara Municipal e a Engenho funcionam «como pivôs do projeto, que se estende ao território neste trabalho em rede que envolve toda a comunidade e que, com partilha de conhecimento, dá resposta às necessidades das pessoas com os recursos do território».

Famalicão: Salsa cresce no Médio Oriente com abertura de loja no Iraque

A marca Salsa já está presente em oito países do Médio Oriente. O último dos quais é o Iraque. Abriu no Mall of Irap, considerado o principal centro comercial e económico da capital, Bagdade, que tem cerca de oito milhões de habitantes e concentra a grande parte da atividade económica. Esta é a razão da escolha.

A empresa adianta que apesar do agravamento da instabilidade geopolítica e dos ataques que têm afetado vários países da região, a atividade da marca mantém-se praticamente inalterada. «A nossa estratégia internacional mantém-se, sempre em articulação com os parceiros locais e analisando permanentemente o contexto numa perspetiva de longo prazo», diz Hugo Martins, CEO da Salsa Jeans.

A loja que abriu no Iraque, com mais de 100 metros quadrados, disponibiliza a gama completa de vestuário, calçado e acessórios para homem e mulher, seguindo os padrões internacionais de experiência de compra da marca.

A operação é realizada em regime de franchising através da parceria com o grupo Azadea, descrito como um dos principais operadores de retalho de moda no Médio Oriente e parceiro de longa data da Salsa. A colaboração entre as duas empresas já existe nos Emirados Árabes Unidos, Bahrain, Qatar, Kuwait, Arábia Saudita, Líbano e Jordânia, num total de 13 lojas.

«A internacionalização é um dos pilares estruturais da Salsa Jeans e continuará a orientar o nosso crescimento nos próximos anos», sublinha Hugo Martins. «A entrada no Iraque resulta de uma estratégia clara de consolidação no Médio Oriente, acompanhando o crescimento dos mercados locais na região, sempre no âmbito de uma parceria local de longa data. Estamos a construir uma presença consistente na região, com visão de longo prazo e foco na afirmação da marca à escala global, mantendo a identidade portuguesa que nos caracteriza», realça.

 

Famalicão: Riopele fecha 2025 com volume de negócios de 99 milhões

Num ano difícil para a indústria têxtil portuguesa, a Riopele conseguiu, em 2025, um volume de negócios consolidado de 99 milhões de euros. Atualmente, a empresa exporta mais de 98% da sua produção para cerca de 30 países, servindo mais de 700 clientes espalhados em todo o mundo.

Espanha, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos e Alemanha foram os cinco principais mercados de exportação, sendo que os mercados canadiano e norte-americano assumem um papel particularmente estratégico para o grupo, pelo elevado poder de compra, pela valorização de produtos premium, de qualidade e sustentáveis, bem como pelo reconhecimento do selo “Made in Portugal”, associado a design, inovação e ao cumprimento de rigorosas normas sociais e ambientais. Acresce, ainda, a crescente procura, por parte de marcas e retalhistas, por fornecedores alinhados com princípios de sustentabilidade e ética.

Em comunicado, o grupo têxtil com sede em Pousada de Saramagos, refere que a produção de tecido para a indústria da moda continua a representar a principal fatia das vendas do grupo, seguindo-se o segmento de vestuário, desenvolvido sob a insígnia Riopele Fashion Solutions, e a comercialização de fio.

«2025 foi um ano desafiante para a indústria têxtil e tudo indica que este ano apresente desafios semelhantes. No entanto, encaramos cada dificuldade como uma oportunidade para evoluir», refere José Alexandre Oliveira. O presidente do Conselho de Administração acrescenta que a empresa, com quase 100 anos, «soube sempre adaptar-se às diferentes conjunturas — seja ao nível da digitalização, da sustentabilidade ou da inovação em materiais e soluções para o mercado» e é capaz de enfrentar diferentes cenários. Para este ano, José Alexandre Oliveira, antecipa «um ano de consolidação do negócio, preparando um centenário estável e posicionando a Riopele para os desafios do futuro, que certamente continuarão a surgir».

O resultado do ano passado, antes de impostos, juros, amortizações e depreciações (EBITDA), manteve-se em linha com 2024, apresentando um ligeiro crescimento, «refletindo a aposta contínua da empresa na eficiência operacional e na adequação da sua oferta comercial às exigências do mercado».

No âmbito da sua estratégia de sustentabilidade, a Riopele iniciou em 2019 um ciclo de investimentos em transição energética, com o objetivo de ser a primeira empresa do setor têxtil operacionalmente neutra em carbono em 2027, ano em que celebra o seu centenário. Destes investimentos, que superam os 18 milhões de euros, fazem parte a instalação de uma caldeira de biomassa para a produção de vapor, bem como a implementação de três parques fotovoltaicos: na Olifil, unidade de fiação; na Riopele B, que integra as áreas de torcedura e tecelagem; e na Riopele A, o mais recente investimento em descarbonização, atualmente em fase de conclusão, onde está o departamento de ultimação. Atualmente estão instalados cerca de 14 mil painéis e uma capacidade instalada de 4,5 MW.

A aposta na formação continua a ser estratégica para o grupo. Em 2025, foram ministradas 25 mil horas de formação, distribuídas por 100 cursos, a 980 formandos, com o envolvimento de mais de 25 entidades formadoras.

 

Famalicão: Ex-trabalhadores da Coindu iniciaram processo de reconversão profissional

Quinze ex-colaboradoras da empresa Coindu iniciaram, no dia 19 de fevereiro, o percurso formativo para elevar a sua escolaridade para o 9.º ano, através do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC). Uma fase importante para aumentarem a sua empregabilidade e novas oportunidades de carreira.

Para além da certificação escolar, a decorrer até dezembro deste ano, no Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado, em Joane, as participantes vão ter formação em várias áreas, nomeadamente competências digitais e língua inglesa.

Este esforço de qualificação terá continuidade, estando previsto que esta semana mais um grupo, também com ex-colaboradores da empresa entre em processo de RVCC de nível básico, que terá lugar no Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, através do Centro Qualifica. Paralelamente, estão a ser definidos percursos formativos específicos em áreas técnicas e profissionais.

Esta ação envolve incentivo ao empreendedorismo – através do Famalicão Made IN -, ao acompanhamento personalizado pelo Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS), passando pela formação no Centro Qualifica e pela recolocação direta em empresas da região, com necessidades imediatas de recrutamento, com o apoio do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). O objetivo é criar soluções que permitam uma rápida reconversão profissional destes trabalhadores, garantindo que as novas competências adquiridas correspondam exatamente à procura do tecido empresarial da região, facilitando uma integração direta e eficaz no mercado de trabalho.

Recorde-se que na sequência dos despedimentos coletivos – cerca de duas centenas de pessoas – ocorridos no ano passado, na unidade de Joane, o SINDEQ (Sindicato das Indústrias e Afins) e o Município de Vila Nova de Famalicão estabeleceram um plano de apoio destinado à reintegração profissional dos ex-trabalhadores.

Famalicão: Concelho confirma-se como o maior exportador do Norte e o terceiro do país

Vila Nova de Famalicão continua a ser o município mais exportador da Região Norte e o terceiro a nível nacional. Segundo os mais recentes dados macroeconómicos divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2025 o concelho registou exportações no valor de cerca de 2.679 milhões de euros, preservando um posicionamento consistente face ao ano anterior, apenas superado por Lisboa e Palmela.

Este desempenho confirma a relevância do concelho nos indicadores estruturais da economia, nomeadamente no comércio internacional, na balança comercial e no Valor Acrescentado Bruto (VAB) das indústrias transformadoras, refletindo a capacidade produtiva, a elevada incorporação de valor acrescentado e a competitividade externa do tecido empresarial.

Analisado o saldo da balança comercial, o município apresentou um superavit de 952,8 milhões de euros, o segundo melhor a nível nacional, atrás de Setúbal. Este resultado mostra que exporta significativamente mais do que aquilo que necessita importar.

A dimensão industrial é também comprovada pelo VAB das indústrias transformadoras. Famalicão gerou cerca de 1.373 milhões de euros de VAB industrial, o segundo a nível nacional, atrás de Lisboa.

Os dados divulgados pelo INE representam, para o presidente da Câmara Municipal, «um registo que se tem repetido e que expressa a dinâmica empresarial do concelho, que contribui de forma muito significativa para a economia nacional». Mário Passos realça que «este dinamismo económico» tem sido acompanhado por uma evolução estrutural na área da inovação e da ciência, em linha com a estratégia municipal “Do Made IN ao Created IN”.

Famalicão: Made IN promove sessão sobre apoios às empresas

O Município de Famalicão, através do Gabinete Made In, promove, no próximo dia 3 de março, uma sessão de esclarecimento dedicada às oportunidades de financiamento para as empresas, no âmbito do Portugal 2030.

A iniciativa decorre entre as 15h00 e as 18h00, no Gabinete Famalicão Made IN. A participação é gratuita, mas limitada a um máximo de 30 participantes. Por isso, os interessados podem garantir lugar através da inscrição prévia obrigatória em www.famalicaomadein.pt.

Segundo o Município, o objetivo é ajudar empresários e gestores a conhecer os principais incentivos e apoios ao investimento disponíveis em 2026. Durante a sessão serão ainda abordados os critérios de elegibilidade e o papel da inovação na competitividade empresarial.