Exportações e importações de têxteis e vestuário em queda

As exportações de têxteis e vestuário caíram 10% no mês de janeiro de 2021, relativamente ao mês homólogo de ano transato, quando ainda não se sentiam os efeitos da pandemia. Portugal exportou 410 milhões de euros, menos 46 milhões de euros do que o verificado no mês homólogo do ano anterior.

As exportações de vestuário caíram 16% (menos 46 milhões de euros), as de matérias-primas têxteis menos 5% (6 milhões de euros) e as de têxteis-lar e outros artigos têxteis confecionados – onde se incluem as máscaras têxteis – aumentaram 9% (com um acréscimo de 6 milhões de euros).

Em termos de mercados, destaque para as exportações para França (acréscimo de 2 milhões de euros, equivalente a mais 3%) e para a Dinamarca (mais 1,5 milhões de euros, ou seja, mais 17%).

Espanha continua a liderar a tabela dos destinos com maiores quebras: menos 30 milhões de euros (-24%).

As importações de têxteis e vestuário também sofreram uma queda, na ordem dos 33% (menos 126 milhões de euros). No mês em causa, as importações de vestuário caíram 44% (menos 94 milhões de euros) e as de matérias têxteis também caíram 24%, sinal que evidencia a quebra na atividade do sector que terá com certeza impacto nas exportações dos meses de fevereiro e março.

Famalicão: Fim de semana com várias propostas do “Produto que é Nosso”

Até domingo, a Praça D. Maria II recebe o mercado “Produto que é Nosso” que reúne um conjunto de propostas que pode apreciar e degustar. Tratam-se de produtos de produtores locais, protagonistas com o Selo Famalicão Made IN, sendo uma oportunidade para conhecer o que de melhor se produz no concelho.

O mercado está aberto até às 21 horas desta sexta-feira; no sábado pode ser visitado entre as 10 e as 21 horas e no domingo até às 19 horas.

Vinhos, queijos, licores, compotas, doces e fumeiro são propostas que pode encontrar neste mercado “Produto que é Nosso”.

Famalicão: Mostra de Negócios celebra a iniciativa e o empreendedorismo local

A Casa do Empresário da ACIF recebeu, na tarde desta quinta-feira, uma Mostra de Negócios resultante do programa de capacitação “Descobre o teu Potencial Empreendedor”, promovido pelo CLDS 5G Ser Feliz em Famalicão. No evento, que funcionou como o momento de partilha e rede de contactos, os futuros empresários demonstraram como pretendem transformar ideias em modelos de negócios reais e sustentáveis.

Foram apresentados projetos inovadores e percursos de novos talentos locais que se preparam para dinamizar o mercado atual.

Ao longo das últimas semanas, os participantes do programa integraram um plano de formação intensivo focado no desenvolvimento de competências, tais como literacia financeira, marketing e desenvolvimento pessoal. «Acreditamos que o espírito empreendedor de Famalicão ganha uma nova força com estes projetos. O caminho que estes participantes percorreram é um exemplo claro de dedicação e resiliência», destaca a equipa de coordenação do CLDS 5G Famalicão.

Como prova da união de esforços entre as forças vivas do concelho para fixar e apoiar o talento local, o evento contou com a presença de Augusto Lima, vereador da Economia, Empreendedorismo e Inovação da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. O autarca acompanhou de perto as propostas dos participantes e sublinhou o compromisso do município com o desenvolvimento económico e a inovação social.

Os presidentes das juntas de freguesia de proveniência dos novos empreendedores também compareceram na sessão, fazendo prova, segunda a organização, «da proximidade e da importância que o poder local atribui à criação de valor e de novas oportunidades nos territórios do concelho».

Ainda segundo nota enviada à redação, a organização confere que com este evento o CLDS 5G Ser Feliz em Famalicão «reforça o seu papel ativo na inclusão, na capacitação e no estímulo à economia local, capacitando os famalicenses para os desafios de um mercado em constante evolução».

O Projeto CLDS 5G “SER… Feliz em Famalicão” coloca as pessoas no centro da transformação social. Com início em 2025 e fim em 2028, esta intervenção tem como eixo prioritário o emprego, formação e qualificação. A Câmara Municipal de Famalicão é a entidade promotora e sob a coordenação da ENGENHO– Associação de Desenvolvimento Local do Vale do Este, em articulação com as Comissões Sociais Inter freguesias de Vila Nova de Famalicão, é proposto um conjunto de ações integradas, desenhadas à medida do território e das potencialidades dos seus recursos locais.

Famalicão: Riopele estabelece parceria com designer que trabalhou para a Ralph Lauren e Calvin Klein

Quase a celebrar um século, a Riopele prepara-se para reforçar a sua presença a nível internacional. A empresa pousadense, que exporta 98% da sua produção, estabeleceu uma colaboração criativa com o designer norte-americano John Varvatos para o desenvolvimento de uma nova coleção de tecidos de menswear, inspirada na herança têxtil, no craftsmanship e na estética vintage.

A coleção será apresentada em julho, durante a Milano Unica.

Segundo declarações da Riopele, ao Executive, esta parceria reforça o posicionamento internacional da empresa, sobretudo no mercado norte-americano, ao mesmo tempo que projeta o “Made in Portugal” junto da indústria global da moda.

Por sua vez, o designer destaca a relação de longa data com a empresa portuguesa. «Conheço a Riopele há quase 30 anos e sempre a vi como uma empresa extraordinariamente inovadora — no design, nos tecidos e na forma como combina tradição com uma visão contemporânea da indústria. Poucas empresas conseguem unir heritage, performance, sustentabilidade e criatividade como a Riopele faz», sublinha John Varvatos, designer que antes de lançar a sua marca homónima, em 2000, passou por casas de moda como Ralph Lauren e Calvin Klein.

Famalicão: CeNTI celebra 20 anos ao serviço da indústria

O CeNTI – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes celebra, esta terça-feira, 20 anos. Duas décadas, em que se tornou uma referência europeia em nanotecnologia, materiais avançados e sistemas inteligentes.

Recorde-se que foi o primeiro centro de investigação em Portugal dedicado à nanotecnologia e pioneiro na Europa na transferência de resultados científicos para aplicação industrial. Distinguindo-se na Europa como um dos primeiros centros a orientar de forma sistemática os resultados da investigação para setores como o têxtil, calçado, cortiça, plásticos, construção, aeronáutica e automóvel, contribuindo para a inovação e modernização destes setores.

Atualmente, integra iniciativas nacionais e europeias ligadas à sustentabilidade e bioeconomia, digitalização de materiais e processos, armazenamento e geração de energia, construção e espaços inteligentes, saúde e bem-estar, embalagens e mobilidade, com particular enfoque no setor automóvel.

A área da sustentabilidade e da bioeconomia tem vindo a ganhar destaque e um exemplo é o papel do CeNTI na cadeia de valor das bateriais que motivou investimentos significativos em infraestruturas tecnológicas.

Conta atualmente com mais de 200 trabalhadores, 19 laboratórios e participação em mais de 950 projetos de investigação e inovação aplicada. É, também, uma das entidades portuguesas com maior atividade de registo de patentes, ultrapassando as 100, mais de 75 já concedidas. A este número juntam-se ainda diversas patentes registadas por clientes do CeNTI, diretamente sustentadas em desenvolvimentos tecnológicos transferidos pelo Centro.

«Celebrar 20 anos é, de facto, um marco muito especial, desde logo porque representa a concretização de uma visão ousada. São duas décadas de trabalho e crescimento, sustentado pela ambição, construção de conhecimento e afirmação tecnológica, em estreita colaboração com clientes, parceiros e toda a equipa que contribuiu para este percurso. Hoje, o CeNTI afirma-se como uma referência em áreas como os materiais avançados, a nanotecnologia, os sistemas inteligentes e a engenharia de produto, com impacto em diversos setores industriais», revela António Braz Costa, Presidente do CeNTI.

Famalicão: PCP questiona governo sobre lay-off na Coindu

A pretexto da implementação do Lay-off na empresa Coindu, o Partido Comunista Português questionou a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre o que se passa nesta empresa famalicense. Quer saber se o Governo tem conhecimento e acompanha o processo; se a empresa tem continuado a receber apoios públicos e quais os valores a que ascendem os mesmos; se tem conhecimento dos lucros obtidos pela unidade da empresa em Joane e dos resultados líquidos positivos; que medidas tomou o governo para garantir a defesa dos postos de trabalho e dos direitos dos trabalhadores, considerando a atribuição de apoios públicos a esta empresa; e que medidas tomará para defender «os interesses e os direitos dos trabalhadores implicados».

O PCP lamenta que sejam os trabalhadores a «parte fragilizada» de uma política que, diz o partido, «entre os lucros ou os postos de trabalho, opta pela primeira».

Lembra o PCP que a Coindu pretende colocar quase 500 trabalhadores em lay-off. A mesma empresa, recorda o partido, que em 2025 realizou dois despedimentos coletivos na unidade de Joane. A situação agrava-se, diz, porque «apesar dos despedimentos levados a cabo, a empresa terá continuado a receber apoios públicos até dezembro de 2025, designadamente fundos do PRR para um projeto de produção de «componentes e acessórios para veículos a motor, no valor total de 3 910 000 de euros».

Famalicão: Paulo Cunha defende o reforço da fiscalização aduaneira e a aposta na circularidade

«A sustentabilidade e a competitividade têm de caminhar lado a lado. Não podemos exigir mais às empresas europeias e permitir que produtos que não cumprem as mesmas regras entrem livremente no mercado europeu», afirmou o eurodeputado Paulo Cunha, que participou numa conferência dedicada aos desafios da competitividade e sustentabilidade no setor têxtil europeu, que decorreu no Parlamento Europeu.

A conferência reuniu representantes das instituições europeias, autoridades de fiscalização e líderes da indústria para debater o impacto do crescimento das plataformas de e-commerce, a necessidade de reforçar os mecanismos de controlo no mercado europeu e os desafios associados à transição para uma economia mais circular e sustentável.

Paulo Cunha defendeu uma resposta europeia mais eficaz, assente no reforço da fiscalização aduaneira, na proteção dos consumidores e na promoção da competitividade da indústria europeia.

A circularidade foi outro dos temas centrais da intervenção do eurodeputado, que defendeu políticas capazes de incentivar a reutilização, a durabilidade e a reciclagem de materiais, bem como melhores condições para o desenvolvimento de modelos de negócio mais sustentáveis.

«A circularidade não pode ser apenas um objetivo ambiental. Tem de ser também uma estratégia industrial e de competitividade para a Europa», considerou.

Paulo Cunha referiu-se também ao contexto nacional, onde destacou a capacidade de adaptação, inovação e sustentabilidade da indústria têxtil portuguesa.