Paula Cristina Santos, líder do Movimento Juntos Por Ribeirão, veio esclarecer, numa declaração em vídeo, na sua página de Facebook, o chumbo do Plano e Orçamento da Freguesia de Ribeirão para 2023 e que, por via disso, levou o executivo a tomar a opção de renunciar, provocando eleições antecipadas.
Sendo assim, Paula Cristina Santos começa por se mostrar surpreendida pelo pedido de renúncia do executivo liderado por Leonel Rocha, e do qual fazem parte dois elementos eleitos pelo Movimento. Diz, da referida declaração, que «a responsabilidade do chumbo deste orçamento deve-se exclusivamente à bancada da coligação PSD/CDS-PP», que acusa de «má-fé», porque, «mesmo sabendo do erro detetado no orçamento, forçou a votação».
A líder do Juntos Por Ribeirão diz que o Movimento «manifestou desde início as suas reticências face ao elevador nos moldes apresentados pelo presidente da Junta». Acrescenta que o valor orçamentado começou por ser de 10 mil euros e passou para 27.500 euros. Quanto à reunião de 29 de dezembro, para votação do Plano e Orçamento, Paula Cristina Santos afirma que foi detetada a duplicação de valores na rubrica do elevador e que chamaram a atenção para esse facto ainda antes da reunião começar, para que o erro fosse corrigido atempadamente, «sob pena de não aprovarmos o documento». Perante «a manutenção da duplicação de valores no documento», a bancada do Movimento Independente sugeriu que o orçamento não fosse votado nessa reunião, deixando para uma posterior de caráter extraordinário. Como a Coligação não aceitou nova reunião, e como a bancada Juntos Por Ribeirão e o PS votaram desfavoravelmente o documento, este acabou chumbado e levou à queda do executivo.
Paula Cristina Santos afirma que não fosse este erro teriam votado favoravelmente o documento, que considera «extenso e ambicioso, englobando as mais diversas áreas de atuação».
Face ao desfecho desta reunião e à tomada de decisão do executivo, a líder do movimento independente diz que o presidente da autarquia local conseguiu o que sempre pretendeu: «eleições antecipadas». Conclui dizendo que lamentam que o presidente tenha optado «pela estratégia da vitimização e que por um capricho de não saber viver sem poder absoluto, coloque em causa o desenvolvimento da nossa vila». Garante que é isso que vai acontecer com este período de espera que até haver novo executivo.
Ainda dirigindo-se a Leonel Rocha, Paula Cristina Santos diz que «não confunda chicana política com liberdade de expressão política em defesa dos interesses dos ribeirenses». Recorda que o acordo com a coligação PSD/ CDS-PP após as eleições de 2021 serviu apenas para viabilizar o executivo, mas que o Movimento sempre deixou claro que o acordo não tinha efeitos na Assembleia de Freguesia, onde prometiam o papel «de fiscalizador».
Famalicão: Junta acusa Movimento Juntos por Ribeirão de «má-fé»








