Covid-19: DGS prevê três cenários no outono/inverno e pretende minimizar doença e mortes

Com esta estratégia, pretende-se “garantir uma resposta eficiente e coordenada, ajustada à situação epidemiológica da infeção por SARS-CoV-2 e aos desafios adicionais do período outono/inverno, reduzindo o impacto na morbimortalidade na população em geral e nos grupos de risco”, avança o referencial hoje divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Estas linhas orientadoras dirigidas às entidades do Ministério da Saúde surgem da necessidade de planear uma “resposta eficiente e equitativa às necessidades de saúde” da população durante este período do ano, em particular no que diz respeito à covid-19.

Como objetivos secundários, o referencial pretende antecipar a atividade epidémica, assegurar da vacinação contra a covid-19 e a gripe sazonal, controlar a transmissão da infeção com foco nas populações vulneráveis e nos serviços de saúde, assegurar a sustentabilidade e qualidade da resposta dos serviços de saúde às pessoas com covid-19 e com outras patologias, entre outros.

Para isso, foram identificados fatores que podem influenciar a saúde dos cidadãos e levar a um aumento da procura dos serviços de saúde, como uma maior mobilidade da população e manutenção da adesão à vacinação, o possível aumento da incidência de doenças outras respiratórias como a gripe, a influência do frio, os comportamentos individuais e coletivos e o desenvolvimento de tratamentos para a covid-19.

O referencial para o outono e inverno deixa ainda alguns alertas: o facto de a população poder estar mais suscetível a outros vírus respiratórios, atendendo à baixa exposição aos mesmos durante o período sazonal homólogo, e a fadiga pandémica, que resulte numa menor adesão às medidas preventivas impostas nos últimos 18 meses.

“Além disto, a exposição dos profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados à exposição ao SARS-CoV-2 e a outros vírus respiratórios sazonais poderá acentuar a sua indisponibilidade por doença”, admite o documento da DGS.

O cenário 1 previsto pela DGS assume que não existem alterações na eficácia da vacina contra a covid-19, nem o aparecimento de uma nova variante de preocupação nos próximos meses. Nesta situação, Portugal deverá registar uma incidência do vírus moderada, com reduzida mortalidade e ocupação de cuidados intensivos, sem pressão adicional sobre o sistema de saúde.

O cenário intermédio já prevê uma redução lenta da eficácia das vacinas, por diminuição da imunidade com o tempo, mas ainda sem o aparecimento de uma nova variante do vírus considerada de preocupação.

Nesse cenário 2 a incidência do SARS-CoV-2 será elevada, resultando numa ocupação moderada a elevada das unidades de cuidados intensivos e uma pressão ligeira a moderada no sistema de saúde.

De acordo com os pressupostos e estimativas calculadas pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o limiar definido ao nível dos cuidados intensivos é ultrapassado na segunda quinzena de janeiro.

Já no cenário considerado mais preocupante, o 3, está previsto o surgimento de uma nova variante com características que permitem a evasão do SARS-CoV-2 ao sistema imunitário, provocando uma redução rápida da eficácia da vacina, e um aumento da transmissibilidade do vírus e da gravidade da doença.

Neste caso, a incidência do SARS-CoV-2 será muito elevada, assim como a ocupação das unidades de cuidados intensivos dos hospitais portugueses, prevendo o INSA que o limiar seja ultrapassado mais cedo, na primeira quinzena de janeiro.

Este cenário aponta ainda para uma mortalidade devido à covid-19 muito elevada e, de acordo com os cálculos do INSA, o limiar definido pode ser ultrapassado na segunda quinzena de dezembro.

Os pressupostos aos três cenários são o aumento da mobilidade da população, com a abertura das escolas e as festividades do Natal e final do ano), a cobertura vacinal crescente (cerca de 85% da população) e a eficácia vacinal de 70% para infeção e 95% para hospitalização.

“Adicionalmente ao exposto nos três cenários anteriores, a ocorrência de períodos de temperaturas baixas e atividade epidémica intensa de outros vírus respiratórios – por exemplo, do vírus da gripe sazonal e o vírus sincicial respiratório -, podem condicionar o aumento da procura e pressão sobre o sistema de saúde, mesmo no cenário 1”, refere o referencial.

No que diz respeito às medidas não farmacológicas de prevenção e controlo – utilização de máscaras, distanciamento físico, etiqueta respiratória, desinfeção mãos e arejamento e ventilação dos espaços interiores -, o documento adianta que a sua adoção deve ser “adequada à situação epidemiológica e ao nível de resposta correspondente, sendo progressivamente mais importantes quanto mais desfavorável for a situação epidemiológica”.

Ao nível do Serviço Nacional de Saúde, o referencial para o outono e inverno preconiza que, para os três cenários previstos, “devem ser assegurados recursos humanos devidamente formados e recursos materiais em número suficiente”.

Além disso, a “força de trabalho deve ser flexível e estar rapidamente disponível, caso seja necessário”, aponta a DGS.

No caso dos cenários 1 e 2, “poderá ser benéfica a realocação de recursos para áreas não-covid, pela simplificação da gestão de contactos, tendo em consideração a cobertura vacinal”, enquanto, para o cenário 3, os recursos deverão ser direcionados para responder às necessidades relacionadas com a covid-19, no sentido de conter rapidamente a transmissão da infeção.

Relativamente à vacinação contra a covid-19, no outono e inverno, a “primeira prioridade” continua a ser atingir a vacinação completa de todas as pessoas com 12 ou mais anos.

A DGS adianta ainda que foram auscultadas as Ordens Profissionais da área da Saúde (Biólogos, Enfermeiros, Farmacêuticos, Médicos, Médicos Dentistas, Médicos Veterinários, Nutricionistas e Psicólogos), assim como o Conselho Nacional de Saúde Pública.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.125 pessoas e foram contabilizados 1.083.651 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Governo quer salário mínimo em 850 euros em 2025 e isenção de IRS para mais 200 mil cidadãos

O secretário-geral do PS afirmou que é intenção do Governo elevar o salário mínimo aos 850 euros em 2025 e aumentar o mínimo de existência no próximo ano, isentando de IRS cerca de 200 mil portugueses.

Fonte socialista afirmou à agência Lusa que António Costa falou sobre estas medidas no seu discurso de abertura da reunião da Comissão Política Nacional do PS, em Lisboa, destinada a fazer uma avaliação das negociações com o PCP, PEV, Bloco de Esquerda e PAN para a viabilização da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2022.

Na sua intervenção inicial, o líder socialista definiu como meta um salário mínimo nacional em 850 euros, visando continuar o processo de “convergência com a União Europeia”.

Depois, sem falar em concreto nas negociações orçamentais com o PCP, considerou que para 2022 está previsto “o mais alto” aumento extraordinário das pensões dos últimos seis anos, prometendo, ainda, subir o mínimo de existência em sede de IRS.

António Costa estimou que, se o Orçamento for aprovado, mais 200 mil portugueses vão ficar isentos de IRS no próximo ano.

Já em matérias sociais, de acordo com fontes socialistas, o secretário-geral do PS referiu em que em 2022 continuará o processo progressivo de gratuitidade das creches, que terminará em 2024.

Futsal: FC Famalicão/SC Cabeçudense reforça equipa

Hélder Ferreira, de 31 anos, é o mais recente reforço da equipa de futsal do FC Famalicão/SC Cabeçudense. O pivot, de 31 anos, representava a ADCR Caxinas.
O conjunto famalicense que compete na série B do nacional da 3.ª divisão, joga este domingo, às 16 horas, no Pavilhão das Lameiras. O Juventude Gaia é o adversário. Recorde-se que com 3 jornadas disputadas, o FC Famalicão soma quatro pontos, mais um que o adversário deste domingo.

Braga: GNR apreende armas que terão sido utilizadas para matar um animal de companhia

O posto territorial da GNR do Sameiro, apreendeu, esta sexta-feira, três caçadeiras e 128 cartuchos, pelo crime de maus-tratos a animais de companhia, na localidade de Sobreposta, em Braga.

A investigação sobre este crime decorria há seis meses, sendo o arguido suspeito da morte de um animal. No cumprimento de três mandados de busca, domiciliária e dois em veículos, a GNR apreendeu três caçadeiras e 128 cartuchos.

O homem, de 65 anos, já tinha sido constituído arguido no decurso do inquérito, no entanto os novos factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Braga.

Famalicão: Humanitave cria programa de rádio na Guiné-Bissau

A HumanitAVE ONGD – Associação de Emergência Humanitária – Organização Não Governamental para o Desenvolvimento – está na Guiné-Bissau em mais uma missão, centrada na área da saúde e cuidados médicos.

Esta quinta-feira, em parceria com a Rádio Comunitária de Bigene, lançou o programa “Terra Sabi” que vai ao encontro do novo protocolo de cooperação celebrado recentemente com esta rádio.

Este protocolo visa estabelecer parcerias para promoção da melhoria da qualidade de vida da comunidade, centrando-se, por exemplo, em áreas como transmissão dos direitos e deveres do cidadão; igualdade de género e defesa do direito das mulheres; discussão de problemas nacionais; respeito pela diversidade étnica; igualdade de acesso à informação; divulgação de notícias locais como ferramentas construtivas para o desenvolvimento local e regional.

Esta é, assume a HumanitAVE, uma forma de garantir o exercício eficaz dos direitos sociais básicos para todos, independentemente das suas possibilidades económicas ou da sua condição social. «Pretendemos com este programa aproximar a população, desmistificar alguns mitos e quebrar barreiras de informação», esclarece a associação famalicense.