Segundo um estudo das Faculdades de Desporto (FADEUP) e Psicologia e Ciências da Educação (FPCEUP) da Universidade do Porto, o projeto municipal “Mais e Melhores Anos”, promovido pelo município, tem contribuído para a melhoria da qualidade de vida dos seniores famalicenses. As conclusões foram dadas a conhecer na passada sexta-feira, dia 3 de outubro.
No estudo foram efetuadas quase 7 mil avaliações, entre 2021 e 2023, a cerca de 3 mil seniores que participam nas atividades do projeto. Conseguiram demonstrar que a atividade física regular, acompanhada e adaptada, é uma ferramenta capaz de promover o envelhecimento saudável.
Por exemplo, o estudo evidencia que na resistência aeróbia, as pessoas apresentaram progressos significativos, passando de uma média de 57,3% para 64,3% de participantes com resultados superiores à média nacional. Ao nível cognitivo e emocional também foram detetadas melhorias entre os participantes. «Os seniores que participam com maior regularidade e aqueles que integram atividades que estimulam simultaneamente o sistema cardiovascular e muscular revelaram uma evolução mais acentuada nestes domínios».
«Não são só estes resultados que demonstram um impacto comprovado na vida dos seniores e nos deixam com a certeza da validade do “Mais e Melhores Anos”. São os sorrisos e a motivação com que todos os dias se envolvem nas atividades que nos enchem de satisfação e com a certeza de que além de mais e melhores anos, estamos a contribuir para melhor vida», aponta o presidente da Câmara de Famalicão, Mário Passos.
Recorde-se que a Câmara de Famalicão foi distinguida com o Prémio Excelência Autárquica 2025, na área do desporto, pela promoção deste programa que envolve cerca de 4 mil famalicenses, proporcionando, de forma gratuita, atividade física, lazer, convívio e reabilitação, mas também atividade àqueles que necessitam de reabilitação física e a pessoas portadoras de deficiência.
O programa ‘Mais e Melhores Anos’ divide-se em três vertentes, com destaque para o desporto sénior, reabilitação e desporto adaptado e envolve mais de duas dezenas de técnicos municipais entre professores de educação física e fisioterapeutas, promovendo quase 20 modalidades nos complexos desportivos concelhios e nas instituições parceiras, como IPSS e lares.








